Após ouvir o pai a tossir mais uma vez:
- Mamã, claramente, o pai devia ficar deitado na cama a descansar. Claramente!!
- Mãe, quando não queres que eu faço uma coisa, tens de pedir sem te chatear. Porque se pedires sem te chatear eu faço como tu pedos.
(E quando eu me chateio depois de pedir a mesma coisa 1000x, lá me diz ela que só não fez porque eu pedi já chateada.....)
- Mamã, quero mais dois bebés. Eu tomo conta da mana, tu de um dos bebés e o papá fica com o rapaz que nascer. (What?!)
- Filha, mais dois bebés é muita coisa. Não achas que já temos muita confusão lá em casa?
-Pronto, pronto. Só mais um bebé. Ah e um cão. Um cão a sério!
E agora, cada vez que a chamamos a atenção, chora e diz que a única pessoa que gosta dela é a mana e que ela também só gosta da mana!
Ai senhores.... a adolescência a começar aos 4 anos!
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Ai, que eles crescem a olhos vistos!
A minha mais nova está a crescer tão rápido!!!
É vê-la a tentar acompanhar a mais velha de 4 anos! Sentadinha numa daquelas cadeiras de plástico do Ikea, de lápis de cor na mão, a fazer rabiscos. E tirá-la de lá? Pois, está bem! Chateadíssima comigo porque peguei nela ao colo (para lhe mudar a fralda), resmungou todo o tempo, até voltar para a junto da mana.
Adoro ouvir a minha mais velha a dizer: maninha! Só não é tão giro quando a mais nova decide puxar o cabelo da mais velha... ou a mais velha dá aqueles abraços, demasiado apertados, à mais nova. Mas pronto. A relação de irmãos é mesmo assim. Espero que se preservem amigas e que a vida as trate de unir cada vez mais, sem desentendimentos ou afastamentos, como se vê em muitas famílias.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Novos hábitos: como minar as suas relações em alguns passos.
As novas tecnologias têm afastado a minha geração, e outras, do que, antigamente, eram as principais fontes de relaxamento antes de ir dormir: ver um pouco de tv, ler um livro, jogar cartas ou algum jogo em família. Em minha casa, quando era pequena, o meu pai lia o jornal, a televisão estava sintonizada no canal 1 para não perder o telejornal, comíamos na cozinha sempre sem televisão, jogávamos às cartas, e depois, quando chegaram os outros canais e mais telenovelas, a minha mãe via a telenovela (na altura era só uma!) da noite, enquanto o meu pai lia o seu jornal, e os filhos andavam pela sala a brincar ou fazer jogos em conjunto. Hoje em dia o paradigma mudou. Com a tv por cabo, tablet, smartphones, consolas de jogos e toda uma panóplia de nova tecnologia, as famílias reunem-se (ou afastam-se) ao som das novas tecnologias.
É ver as pessoas com os telemóveis ao mesmo tempo que estão, supostamente, a ver uma série que gostam, as crianças a ver desenhos animados, e com um tablet na mão ao mesmo tempo, cada um para seu lado, televisões ligadas durante o jantar com todos com a cabeça virada para a mesma, casais que vão para a cama de telemóvel em punho a adiar a hora de ir dormir, distraídos com uma qualquer actualização do facebook que em nada os enriquece, em vez de conversarem, lerem um livro, fazerem amor, etc. É que não chega estarem atentos a uma coisa só! Há quem diga: mas qual é a diferença? Antigamente lia-se o jornal, hoje vemos as noticias na net. A verdade é que não é a mesma coisa porque a vida online é uma fonte inesgotável de distracção e, principalmente, a meu ver, causa um alheamento muito maior. Isto é: as pessoas não conseguem dar atenção à vida familiar que se desenrola à sua volta e deixam de interagir com a família.
Aqui, temos tentado contrariar um pouco isto, apesar de nem sempre ser fácil. A tentação das noticias na hora, da vida aparentemente perfeita dos outros, o acesso a toda a informação online é viciante. O cansaço e dificuldade em ter iniciativa para fazer alguma coisa, também não ajuda. Mas lá vamos aos pouco. Tablet para a mais velha só ao final de semana e uns 30 minutos máximo, nós tentamos chegar e pousar os telemóveis e dar-lhes atenção a 100% focados, sem estar sempre a ir ver se alguém disse alguma coisa no Messenger ou whats app. E, depois de elas adormecerem, conversamos um pouco, vemos alguma coisa juntos na tv e lemos. E então, abolimos completamente as novas tecnologias? Não, claro! Há ali uns pequenos períodos em que realmente estamos online, ou quando a pequena já dorme e a mais velha está a ver o seu bocadinho de tv diário, ou deixamos uma pequeno período para isso quando estamos já só os dois. Mas a verdade é que temos tentado diminuir.
Isto escrito assim parece ridículo! Como é que nós estamos a brincar com as miúdas e a mexer no telemóvel? Porque raio fazemos isso? Isso é sabotar o nosso vinculo com as crianças e ensinar-lhes que não faz mal não prestar atenção ao que se está a fazer, que é normal falar com uma pessoa e pegar no telemóvel para falar com outra ao mesmo tempo! E não é normal. Isso é uma falta de respeito. Se já fiz isto, sim! Mas é algo que tem tendência para não se repetir. Quero que as minha filhas não achem que o telemóvel é um prolongamento das minhas mãos!
A propósito disto: ainda ontem no café estavam 2 amigas, adultas com bem mais de 30 anos, cada uma com o seu telemóvel na mão. Pediram a um senhor para tirar fotografias, fizeram poses, sorriram, e voltaram a mergulhar cada uma no seu telemóvel! Ora isto não faz sentido! Provavelmente ainda devem ter postado no facebook uma foto com uma legenda a dizer "fantástica tarde de amigas"...
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quinta-feira, 11 de maio de 2017
Amor de irmãs
- Mãe, estou muito feliz por ter uma mana.
- Ai estás? E achas que os pais têm tido tempo para as duas e damos atenção?
- Olha tu ficas com a maninha e o papá comigo e depois trocamos. Não é?
- Sim, às vezes é assim.
- Oh mamã, ela é tão fofinha....
Isto passou-se antes de deixar a mana pequena a chorar por lhe tirar qualquer coisa das mãos e fazer de conta que lhe ia dar e fugir com o brinquedo... Esta bipolaridade fraterna é deliciosa!
- Ai estás? E achas que os pais têm tido tempo para as duas e damos atenção?
- Olha tu ficas com a maninha e o papá comigo e depois trocamos. Não é?
- Sim, às vezes é assim.
- Oh mamã, ela é tão fofinha....
Isto passou-se antes de deixar a mana pequena a chorar por lhe tirar qualquer coisa das mãos e fazer de conta que lhe ia dar e fugir com o brinquedo... Esta bipolaridade fraterna é deliciosa!
quarta-feira, 26 de abril de 2017
A maternidade a trocar-me as voltas desde 2013!
Sabem aquelas alturas que temos tanto trabalho que só pensamos: se tiver de ficar em casa por algum motivo vai ser impossível! Pronto, eu estou nessas alturas. Como é óbvio, quando se é mãe, não há más alturas para as miúdas ficarem doentes, as duas ao mesmo tempo. Resultado? Estou em casa com elas a semana toda! Felizmente, e depois de um fim‑de‑semana com várias idas à urgência, estão melhores! As duas a antibiótico, é certo, mas já com a parte infecciosa perfeitamente controlada. Agora é respirar fundo que na próxima semana vou ter de trabalhar por 3!
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Diferenças entre filhos
Hoje lembrei-me de ir ver a descrição que fiz da mana mais velha aos 6 e 7 meses e, como já tinha reparado, a mais velha tinha um desenvolvimento motor mais precoce que esta minha bebé. A verdade é que desde sempre acho a minha mais nova mais "bebé" que a mais velha. É mais pequena e mais leve (menos 2 cm e menos 1,5kg!), mas também a acho mais dependente, mais mimalha e, sem qualquer dúvida, mais agarrada a mim. Acho que tudo gira à volta da amamentação e que o facto desta pequena ser amamentada faz, mesmo, muita diferença. Esta nunca bebeu do biberão nem usou chupeta, pelo que a maminha da mãe é a comida preferida e o calmante sempre que necessário. A mais velha começou a usar chupeta aos 2-3 meses e desde os 3 meses que deixou de ser amamentada, pelo que o biberão era dado pela mãe, pai e avós. Não sei se é por isto, mas acho que sim, que a mais nova é tão "mãe". Por exemplo, a mais velha começou a gatinhar aos 7 meses e pouco e com 7 já se arrastava por todo lado - a mais nova para já apoia-se nas mãos e tenta levantar o rabo, e não rasteja. Outra coisa que a mais velha já fazia com esta idade era dar noites melhores, de dormir a noite toda ou acordar apenas uma vez para beber o biberão. Esta jeitosa continua a ter noites de acordar de 2-2h!
Não há dúvida que cada criança é diferente e mesmo com os mesmos pais, cada um se desenvolve à sua maneira.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
O que oferecer a uma miúda de quase 4 anos?
Claro que, estando a árvore montada, o assunto Natal e prendas está sempre presente na nossa rotina. Com 3 anos e quase 9 meses já gosta de ver os anúncios de brinquedos e, consequentemente, pede um ou outro. Também é óbvio que estes desejos mudam diariamente. Assim, quais são as coisas que, apesar de não "pedir", sabemos que ela provavelmente iria gostar de receber (atenção que não quer dizer que vá receber todas estas coisas!!!):
- Uma cestinha para colocar na bicicleta para poder levar as bonecas com ela.
- Legos - cá por casa optamos por um dos avós oferecer uma caixa de Lego classic com muitos legos básicos para construções da sua imaginação. Mas na verdade, qualquer caixa de legos faz sucesso.
- Dinossauros - é rapariga, mas é indiferente - adora dinossauros, carrinhos, espadas, tal como gosta das bonecas.
- Um guarda chuva (ou galochas) - a miúda delira.
- Um microfone com pé para ela poder dar os seus espetáculos.
- Instrumentos musicais - para os pais é que são prendas péssimas! A minha, este ano, pediu uma bateria, que como é óbvio não vai receber! Lamento.
- Jogos giros que permitam interação familiar (há pais que não apreciam, mas nós este tipo de jogos gostamos): loto com roleta (a ultima aquisição cá de casa que ainda não lhe mostramos), jogo da glória (ela adora), dominó, jogos tipo "tragabolas".
- Lápis, marcadores e livros de colorir e actividades (ela adora!)
- Plasticinas (para os pais corajosos! Aproveitem e comprem uma toalha plástica para forrar o local da brincadeira!!)
- Puzzles vários
E pronto, são algumas das ideias que eu tenho a certeza que ela iria gostar e que, outras crianças da mesma idade também!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Ainda há muitas mentalidades para mudar!
Hoje tive uma conversa com um colega de profissão que já trabalhou comigo vários anos e, apesar de há uns 2 anos não trabalharmos no mesmo local, mantemos a amizade. Dizia eu que hoje lhe liguei e, após algum tempo de conversa perguntou-me se eu só voltava ao activo em Janeiro e se entretanto me mantinha em mãe a 100% ou ía trabalhando em outras coisas. Disse-lhe que, para já, estou em modo mãe a 100%. E, não sei porquê, tenho sempre a sensação que tenho de justificar esta minha opção, que há sempre um tom de crítica subjacente e que recusar os trabalhos extra que me vão aparecendo na minha área, por estar dedicada à maternidade, é algo incompreensível, parecendo que as minhas competências e qualidades como profissional desapareceram ou reduziram só porque fiz esta opção. Será que sou eu que estou a fazer filmes na minha cabeça ou, involuntariamente, é mesmo assim que as pessoas veêm as coisas?
terça-feira, 13 de setembro de 2016
A solo com elas - as rotinas e como gerir o tempo
O marido, como é habito, de vez em quando tem de ir para fora em trabalho. Normalmente tenta que seja só uma noite ou, quando consegue, vai e vem no mesmo dia. Para esta semana tinha na sua agenda uma viagem de 2 dias a Lisboa, e a verdade que fico sempre com alguma ansiedade quando sei que vou ficar com as duas, na hora de jantar/deitar sozinha, não porque não seja capaz, mas porque a mais nova continua com dias de muita irritação/choro a essa hora, tornando difícil a gestão dos banhos, jantar e hora de dormir. Nestes dias, para ajudar à festa, não tenho a ajuda da minha mãe, que está neste momento com quase todos os netos mais velhos a passar uns dias na sua casa e, por mais que ela goste, ontem estive com ela e já acusa cansaço!
Bom, dizia eu que a gestão de banhos e afins nem sempre é fácil ao final do dia. A bebé ontem estava bem disposta e enquanto dava banho à mais velha super rápido no chuveiro, ela ficou no ginásio no chão da sala a brincar. Sim, porque se a coloco na espreguiçadeira, na cama ou até no carrinho para a ter junto de nós, é certo e sabido que vai chorar, e eu acabo por ser menos eficiente. Entretanto, depois do banho e antes do jantar, a mais velha vê, quase sempre, um pouco de desenhos animados pelo que aproveito esse bocadinho e dou banho à mais nova. Quanto ao jantar, ontem foi fácil. Já tinha deixado sopa feita à tarde e comida adiantada. Mas a verdade é que quando, ao final do dia, ainda tenho de cozinhar a coisa complica-se e depende mesmo muito do que a bebé me deixa fazer (não gosto de cozinhar com ela no marsúpio, e não gosto de a deixar a chorar na espreguiçadeira ou cama). A mais velha, nesta fase, e como a bebé olha muito para ela, já ajuda a entreter a mana e a distraí-la. De qualquer maneira não me parece sensato deixar uma de menos de 4 meses e uma de 3 anos e meio sozinhas numa divisão por muito tempo!
Pronto e ontem foi fácil. Também senti que a bebé já não dá finais de tarde assim tão maus, mas nem pensar em parar já o infacol! Agora que temos algum descanso, é manter a fórmula mais algum tempo. Só falta passar a dormir bem de forma consistente, e eu serei uma mulher rejuvenescida!
segunda-feira, 13 de junho de 2016
A mana mais velha
Adora a bebé. É a primeira coisa que pergunta se a vou buscar à escola sozinha: e a mana? Chega e dá beijinhos, abraços, pede para a fotografarmos com a bebé, etc. Mas, nos últimos dias anda mais birrenta: choraminga à menor contrariedade, desobedecer bastante principalmente se tiver sono, amua. Enfim tudo coisas que nesta fase devem ser normais mas que acabam por cansar tendo em conta o défice de descanso que aqui anda! Temos tentado ter paciência e ser firmes em determinadas coisas. Só espero que ela melhore!
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